Reflexão: O Reino de tudo ao contrário
Era uma vez um rei que reuniu todos os seus sábios para discutir a
organização do seu reino que estava crescendo muito. Queria escrever uma
constituição que regesse todos os cidadãos e fosse a Lei Magna. Queria
códigos para o comércio, trânsito, construções, agricultura, uma lei que
controlasse a moeda, o dinheiro e os impostos. O rei desejava que o seu
reino fosse o mais organizado e assim não houvesse nenhum problema.
Para tanto, enviou seus sábios para correrem todos os reinos da terra
para verificarem a organização de outros países. A comitiva era enorme e
cada um carregava nos lombos de seus animais grande quantidade de
papéis para fazerem as anotações do que vissem pelo caminho e nos reinos
que visitassem.
-
Quanto à lei das finanças, dizia: “É dando que se recebe”. Esta lei
deveria ser aplicada inclusive nas relações econômicas e na agricultura.
Era uma vez um rei que reuniu todos os seus sábios para discutir a
organização do seu reino que estava crescendo muito. Queria escrever uma
constituição que regesse todos os cidadãos e fosse a Lei Magna. Queria
códigos para o comércio, trânsito, construções, agricultura, uma lei que
controlasse a moeda, o dinheiro e os impostos. O rei desejava que o seu
reino fosse o mais organizado e assim não houvesse nenhum problema.
Para tanto, enviou seus sábios para correrem todos os reinos da terra
para verificarem a organização de outros países. A comitiva era enorme e
cada um carregava nos lombos de seus animais grande quantidade de
papéis para fazerem as anotações do que vissem pelo caminho e nos reinos
que visitassem.
Um
dos sábios, chamado Bartimeu, foi designado para o oriente e, lá
chegando, encontrou um rei idoso que lhe falou a respeito de um reino
perfeito. Ele contou que quando era jovem, juntamente com dois outros
reis, seguira uma estrela que levara até uma manjedoura. Ali
encontraram, conforme a profecia, uma criança recém-nascida que trazia
no seu semblante a glória de Deus.
Contou
também que trinta anos se passaram desde então e que agora o menino
havia se tornado homem e ensinava sobre o tal reino. Assim, o velho rei
insistiu para que este sábio fosse até a terra de Israel e procurasse
aprender com Jesus, as tais leis deste reino perfeito. Como poderia ser
esse reino de Deus? Como seriam suas leis, sua forma de governar?
Quando
finalmente chegou lá, não foi difícil encontrar Jesus. Logo, o sábio
maravilhado pode claramente confirmar tudo o que ouvira a Seu respeito.
Por longo tempo, o homem acompanhou tudo que Ele falava. Com muita
tristeza viu chegar o dia de voltar para seu reino, mas estava alegre
por poder compartilhar com seus irmãos tudo que havia aprendido.
Quando
todos os sábios haviam voltado para o reino, o rei promulgou uma grande
assembléia para que fossem discutidos os relatórios que cada um deles
trazia. Um por um começou a abrir os livros com infindáveis anotações.
Eram leis e mais leis.
Quando
enfim chegou a vez do sábio Bartimeu, sua primeira frase despertou em
todos uma gargalhada, pois ele disse que trazia as leis de um reino
perfeito e que o chamava de “O REINO DE TUDO AO CONTRÁRIO”.
-
O reino do qual estou falando – disse Bartimeu – embora pareça estranho
à primeira vista, é na verdade perfeito, sem qualquer defeito. Nos
reinos que meus irmãos sábios diligentemente procuraram, encontraram
muitas leis, mas encontraram também injustiças, pobreza, tristeza e toda
sorte de miséria. No reino de tudo ao contrário não há nada disso.
O
rei ficou muito curioso e pediu que Bartimeu se explicasse sem mais
delongas. E assim o sábio passou a explicar que as leis daquele reino
eram completamente diferentes das leis dos homens.
- Quanto à constituição do reino era de tudo ao contrário, dizia: “Aquele que é maior que sirva ao menor”.
-
Quanto à lei das finanças, dizia: “É dando que se recebe”. Esta lei
deveria ser aplicada inclusive nas relações econômicas e na agricultura.
- Quanto ao pagamento de impostos: “Daí a César o que é de César e daí a Deus o que é de Deus”.
- Quanto à lei social: “O menor é o maior, o último é o primeiro. O fraco é forte. Todo aquele que se humilha será exaltado”.
- Finalmente com relação ao trânsito e demais relações humanas: “Fazei aos outros, tudo que quereis que vos façam”.
Todos
os sábios e o rei acharam essas palavras maravilhosas, mas infelizmente
não tiveram fé para pô-las em prática. Assim de cada país copiaram e
adaptaram muitas leis. Fizeram muitas outras e até hoje estão fazendo
mais e mais. Porém, o reino continua com os mesmos problemas e outros se
agravaram.
Ora,
é tão impossível que algum um reino deste mundo adote as leis do Reino
de Deus? O único lugar em que ele pode existir, então, é dentro de cada
um de nós, quando nos é revelado pelo Espírito Santo. Nesse momento, se
assume uma nova cidadania e se encontra a justiça, a paz, alegria que os
homens e suas leis não têm.
Autor desconhecido.
